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Mostrando postagens com o rótulo delírios do transtorno bipolar

Convivendo com Deus

Quando eu tinha oito anos tive uma experiência mística. Eu estava muito feliz com um capim na mão, fingindo que era um chicote e que eu cavalgada num cavalo invisível, trotando com os pés. De repente, parei olhei para a minha casa, do ponto de vista do alto de um monturo, quando tudo começou a fazer sentido. Exatamente tudo. Eu sabia tudo, mas não sabia nada ao mesmo tempo. Todo o medo e insegurança simplesmente desapareceram e eu me senti uma só com o mundo, digo o mundo era eu e eu o mundo. Todo o trabalho das religiões sobre alcançar o nirvana, e eu trouxe isso comigo, o tempo todo, aos oito anos. Foi uma experiência única, eu nunca mais tentei alcançá-la até porque ela ocorreu naturalmente. Depois disso foi como se Deus viesse morar ao meu lado. Era uma conversa de amigo... Com os afazeres da escola, isso foi esquecido, mas a sensação de presença e intimidade com Deus continuava sempre que eu parava para por os pés descalço na areia molhada do mar. Aos dez concluí que já tinha vi…

Passou a irritação, bem como o aniversário da Tatá.

O som dos passos das crianças vinha de dentro do meu cérebro, quem passa pela hiper audição sabe como é isso, ouvir sons no volume alto, isso irrita, ou é a irritação que aumenta o volume, isso me acometeu ontem, tomara que seja apenas TPM pois estou tão bem...
Fiz a matrícula na faculdade, vou fazer o curso de Access que eu tanto queria.
Não existe oração sem resposta mesmo.
Próximo milagre: controlar o transtorno sem os medicamentos...
Vamos ver com a doutora, ela não está muito animada a reduzir a quantidade de medicamentos.
Engordei demais, não quero essa dosagem de 1200 mg de trileptal.
Quero fazer igual aquele filme "Uma mente brilhante", que o esquizofrênico desiste dos remédios e passa a conviver com as alucinações, usando outras pessoas para confirmação sobre o que é real e o que não é.
A crença de que vai acontecer um surto quando eu parar o remédio é a única que eu quero transformar no momento. Eu transformo a mente através da recitação do daimoku, esta meditação …

Sincronicidade. Lei da Atração. Reprogramação Mental. Reorganização neuronal?

Tem sido um longo processo. Ao voltar, em 2008, a ter EFCs (experiências fora do corpo) notei numa delas que meu cordão de prata está ligado à parte posterior do pescoço, na altura do chacra laríngeo, apresentando coloração dourada. Surpreendi-me ao constatar posteriormente a existência de cordões fluídicos daquela cor!  Esta descoberta me fez reestudar o tema da aura e fazer por curiosidade uma meditação que harmoniza os chacras externos, minha mais nova pesquisa esotérica. Misteriosamente notei que o Universo começou a ser mais didático comigo. Escutei, senti ou percebi uma frase inteirinha: "SE VOCÊ NÃO QUER A VIDA ENTÃO A VIDA TAMBÉM NÃO VAI QUERER VOCÊ." Medo. Observei atentamente o processo de orientação recebido através de sincronicidades, sonhos, livros, fatos e sinais que conduz a uma lenta porém irreversível reelaboração de todos os pensamentos  inadequados, intrusos ou simplesmente desmotivadores. Este constante observar e cuidar dos pensamentos tem mais dois r…

Férias

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Meu sonho de consumo é passar três meses na Austrália, mergulhando e escalando ao mesmo tempo. Nem fiz o orçamento, só de ir para Pernambuco já se vão mais de mil reais, imagine para fora! Será que precisa de visto? De repente até dá, sei lá... Sabem que, das coisas que se compram, as únicas que realmente permanecem são as vivências? Leituras, viagens e lazer ficam conosco para a eternidade. Carros, comida, imóveis e matéria ficam para os outros. Um mestre de muitos já dizia: "onde está o teu tesouro, aí está o teu coração." Pelo contrário, mesmo os bens materiais citados servem para enobrecer a alma: viajar,  morar, saborear. Tenho meditado e sentido coisas, e ao alcançar o nono chacra descobri que ter filhos é meu sonho ancestral. O nono e o décimo chacras são externos ao corpo e dizem respeito a sonhos de nosso eu ancestral, nossa verdadeira essência, que é imortal. Pelo que eu entendi, da leitura de "Desenvolvimento Psíquico Básico", de Friedlander&Hemsher, …

Estou viva (que saco!)

Não estou escrevendo para dar um oi. Estou desabafando quatro meses sem escrever, numa fobia social terrível, daquelas em que enfiei minha cara em joguinhos de estratégia. Não saí de casa, como havia planejado. Do contrário, fiquei jogando o dia todo. Chegava do trabalho, ligava o computador e jogava por horas a fio, até chegar a noite. O motivo da compulsão eu não sei, mas posso até desconfiar de umas pistas. Marido, marido e marido. Marido se arrastou no chão, dizendo estar passando mal, mas eu perguntava onde doía e ele não tinha resposta. Levei ao médico, ao pronto socorro, era pneumonia. Pneumonia dói tanto assim? De se arrastar no chão? Fiquei muito nervosa e em dúvida se era fingimento ou verdade; depois que ele pegou o telefone e fingir que falava com a irmã que ia se embora de casa eu não acredito mais em nada do que ele fala ou faz. Agora ele inventou o finge que finge. É assim: ele arruma uma namorada na internet e quando eu questiono ele diz que está fingindo que tem uma n…

Obsessão

Impulso ou pensamento que não me deixa. Comportamento repetitivo automático que me distrai da dor da realidade. Ambos. Enquanto fico horas em frente ao computador fazendo casinhas no Simcity a idéia de morte toma vulto. Planos e imagens vão se formando e em seguida se desfazendo através de métodos que aprendi na terapia. Mas é um ciclo que se fecha perfeitamente: 1. Começa com a sensação de inadequação, de não pertença a esse mundo, 2. Depois todos os métodos de suicídio em profusão vão passando: "Pular, não, já tentei, o corpo fica feio, desfigurado, corre o risco de não morrer, enforcado não dá, faca dá mas-só-depois-do-Natal pra ninguém ficar triste mas aí tem que ser quando todo mundo tiver álibi pra não comprometer os inocentes"; 3. Percebo que estou planejando me matar: "Mas olha o que eu estou fazendo tenho os meus filhos, vou ter netos, não vou fazer isso!"; 4: Tento pensar em outra coisa: "Que bobeira vou pensar em outra coisa, que legal esse joguinho,…

Pensamentos soltos no ar...

Pensamentos são comportamentos e possuem energia, que pode estar impregnada nos locais onde foram pensados. A tomografia computadorizada consegue mostrar em que parte do cérebro são gerados vários tipos de pensamentos, os mais básicos, o que me convence da materialidade do pensamento. Algumas pessoas geneticamente possuem cristais de hepatita na glândula pineal que funcionam como uma antena segundo psiquiatras. É possível mudar o padrão energético de alguns locais através da oração, os pensamentos negativos são substituídos por palavras de cunho religioso, tornando o ambiente mais leve para quem possui aqueles cristais. As emoções que vem anexas a esses pensamentos podem estar ou não pairando no ambiente. Ou pairam no ambiente ou afetam diferentemente cada pessoa que capta determinado pensamento. Eu posso captar certo tipo de pensamento que não sei bem o que é e sentir uma emoção terrível sem saber porque ao passo que uma outra pessoa pode captar as mesmas vibrações e não ser afetada …

Rubem Alves lembra:

Um amigo do trabalho pendurou na salinha do café uma mensagem do Rubem Alves lembrando a necessidade de prestar atenção no que as pessoas estão dizendo. Eu tenho mania de completar o que as pessoas estão dizendo, isto é muito irritante. Isto me impede de ouvir. Mais grave é a mania de acompanhar o que as pessoas dizem com o pensamento, já pensando no que vamos responder, ou tentando advinhar intenções ocultas nas comunicações. Eu costumo ter prazer em fazer mil suposições destas intenções misteriosas e ao perceber, tenho que refazer todo o raciocínio: "Sheila! Pare de advinhar o que os outros estão pensando, porque eles não vão dizer mesmo... Concentre-se em responder objetivamente!" Eu sei que as pessoas podem ser MUITO más, porém o fato de não me ater aos dados apresentados na conversa, tentando imaginar quais seriam suas tenebrosas intenções, não me ajudaria em nada. Mesmo assim eu continuo criando hipóteses malignas. Que delícia de paranóia!

Alegria, alegria

A alegria materializou-se na minha frente através de enfeites de palhaços. Na fachada um desenho colorido. Meu filho exultou, mas teve um pouco de medo porque o desenho era grande. A cama elástica foi o mais próximo do vôo que ele alcançou e... ele voou. Pulou, pulou e pulou. Muito alto, como ele gosta. Depois ele dançou na minidiscoteca. Com pulseira furtacor e colar piscante, não parava de demonstrar uma alegria que eu não me lembrava ser capaz de experimentar. Mas, sabem, para as mães a maior felicidade é ver o filho feliz, então me senti estranhamente feliz, como há muito tempo não me sentia. No final da festa [de aniversário de G., primo dele] tivemos que nos despedir, pois meu filho tem de passar a semana inteira na casa da avó, para que eu possa "trabalhar" (um argumento/desculpa inventado por todos para disfarçar minha inabilidade em cuidar de mim mesma e de meu filho). E novamente eu voltei ao estado de alma normal, que é triste.

O vestíbulo

Há um terreno escorregadio entre a sanidade e o desespero com vegetações, terrenos e paisagens singulares. Qualquer um pode acordar um dia num pantano tenebroso e perder-se para sempre. Começo a sair lentamente desse pantano, mas parando para descansar pois venho alimentando sanguessugas há muito tempo. Trêmulas, minhas pernas avançam, tentando vislumbrar alguns pequenos matizes luminosos que vazam pela escura flora. Obviamente a gravidade do lugar, bem como a atmosfera, torna os meus esforços de levantar ainda mais hercúleos. Eu descobri que vivo no Umbral toda vez que avanço pelo portal do desespero. Se eu ouvir o chamado da autopiedade eu acordo ali e me sinto em casa. É por isso que me arrasto lentamente, para não ter a pele queimada na alegria do sol. Sozinha, porque essa viagem não tem guia. E eu olho, um a um, os amigos caminhando, pelo horizonte, uns mais jovens, outros nem tanto, alguns galopam leves como pumas em pradarias e outros até voam. Vou dormir e quando acordo estou …

Os valores das Nova Geração

Ontem eu lanchei com os estagiários de 19 a 21 anos e fiquei encantada com seus novos valores. Comecei provocando ao dizer que eu tinha tomado ecstasy numa balada (talvez eu tenha mesmo). Responderam que não se drogavam, nem iam a baladas e sequer colocaram uma gota de álcool na boca. Interessei-me e comecei a perguntar outras coisas, mas nenhum deles curte sexo, drogas e rock'n roll ou sua versão repaginada beijo na boca, ecstasy e balada. Será que finalmente estamos assistindo ao surgir de uma nova geração, agora mais ajuizada? Ao irmos para o assunto do cigarro, a reação foi igualmente a de repugno. Eles não fumam e não pretendem fumar. Sei que é cedo para definir uma geração inteira por causa de três estagiários, mas andei lendo alguns livros sobre as crianças índigo que começariam a nascer a partir de 1990 e consegui fazer uma relação mental. Alguns psicólogos estranharam o comportamento inatamente honesto dessas crianças índigo, são chamadas índigo, mas a comunidade científi…

Sincronicidade e sonhos

Sonhar, sonhar, viver. Morar num barco ou num trailler, voar num parapente e ser astronauta. Quinta-feira eu vi um barco no acostamento. Alguém realizou um sonho de criança que também foi meu. Minha tia E. sonhava em voar, sonhava não, ela tentava diariamente e inclusive chegou a voar sobre um rapaz que andava de bicicleta, depois te conto. O que será que eu tenho direito nessa vida, medíocre. Trabalho, família, amigos, os dois primeiros muito mais. Mas o lazer fica apertado no orçamento, porque um paraglider custa mais de cinco mil reais no Brasil. Andar de motocross, surfar, mergulhar. Cavalgar, nadar, tudo isso custa caro. Sobrou andar no parque, correr na pista do condomínio. Espremendo o orçamento posso comprar um par de patins. Como disse minha amiga Yumi, num comentário desse blog: blá-blá-blá. Não há sentido mesmo para uma vida que é encaixotada dentro de um pequeno orçamento, acreditem: falo com conhecimento de causa. Resta uma dúvida: se eu tivesse condições financeiras de f…

Não gome (dorme) não, manhê!

Foi com essa frase ouvida de L., meu filho de dois anos que fui salva de um surto depressivo essa manhã... Uma pequena dificuldade em conseguir uma vaga na creche e pronto, já eu me jogava na cama, sem forças. Ouvi aquela frase e comecei a rir, é muito fofo, levantei e fui pro trabalho. O vocabulário de bebê é enorme e foi rápido para adquirir. Agora só restam as substituições de letras. R por L e dois ss por t. Em breve nem isso eu terei... O tempo está me engolindo e a passagem do tempo me assombra é como na mitologia grega, os filhos matando o pai, que por sincronicidade se chama Cronos. Os filhos são os dias. E eu também vou morrendo lentamente conforme passam os dias, isso não tem libro de auto-ajuda que me convença do contrário. Eu me consolo em ver meu filho, escrever aqui no blog, visitar meu verdadeiro lar durante viagens astrais. Ontem ele era um bebê e amanhã será um homem. Hoje eu sou uma mulher e amanhã uma cadáver. É o passar do tempo, eita mundo besta. Invejo os mortos,…

Efeitos colaterais?

Viver com sono. Sem fome. Sem dor. Sem vontade de brincar com Marido. Os efeitos colaterais dos medicamentos vão destruir meu terceiro relacionamento? Marido não parece muito paciente com esses efeitos colaterais. Não tenho vontade de fazer absolutamente nada e quando bate a ansiedade - se minha ou colateral eu já não sei mais - eu começo a comer tudo o que tem pela frente e já ganhei três quilos. Ele, Marido, vive resmungando pelos cantos, não pode falar abertamente, para não detonar um surto suicida, mas eu ouço o zum-zum-zum do resmungo. Chorei muito ontem, começou quando eu li minha autobiografia, tem fatos tristíssimos narrados ali, a morte do meu primeiro bebê, por prematuridade, eu não aguentei. Depois passei um dia cinzento, apesar da presença brilhante de L., meu filho de 2 anos. Eu sei que é um fardo viver com um bipolar, mas eu já falei para Marido que ele está livre para voar, ele fica porque quer ou a porque a outra opção, ir embora, é deveras trabalhosa. Voltei para os l…

Quando a gente pensa que já viu tudo...

Hoje eu me consolei em ver uma coisa inédita: um guincho carregando um caminhão de lixo. Fiquei tão feliz que nem percebi o quão lento pode ser um guincho carregando um caminhão de lixo, num acesso de via principal para uma via menor. Gente: é muito lento. Eu amei simplesmente porque me lembrei que nem tudo o que há para ser visto eu já vi. Este caminhão me fez perceber que talvez haja alguma coisa interessante nessa vida, no mundo aí fora. Eu preciso apenas saber para onde olhar. A televisão tem andado desligada, parece que todo mundo "encarnou" um espírito de catástrofe e só mostra ruindade. A bondade que está no meu coração não tem para onde se reconhecer e se sente sozinha. Quem sabe a minha bondade tem saudade da sua? Mas e quem sabe... Talvez ela, a minha bondade, precise encontrar a sua e a de mais alguém, depois juntamos todas as bondades e façamos um mundo muito melhor. Medo do futuro? Eu já tive, e hoje decidi por enquanto - minhas decisões não são tão duradouras e…

Enésima consulta à psiquiatra

Na minha 66ª (mais ou menos) consulta à psiquiatra revelei minha dor em tomar remédios três vezes por dia e consegui reduzir a frequência para duas vezes, entenda, a mesma dosagem só que em duas administrações. Fiquei mais aliviada em saber que não vou mais ter que me preocupar com essa dose nomeio do dia, então fica mais simples, ao acordar e ao dormir. Vou contar que estou de amigo novo e isto me deixa feliz porque fazem muitos anos que não faço novas amizades que não sejam virtuais. Estou empolgada com o fato de poder conversar, desabafar, dividir meus medos e ansiedades com alguém que não me cobre por isso ou não seja minha família, com amigos, eu não sou de ter amigos, minha bipolaridade f... com tudo, porque esqueço os aniversários, percos os encontros, dou furos daqueles tipo, uma vez faltei ao meu próprio aniversário, marcamos para bebemorar e eu não fui. Pitoresco, a pessoa marca um evento em torno dela e não vai ao próprio. Meus amigos disseram que o MEU aniversário foi muit…

Página em branco

Sabe as cores sumiram e eu virei um robô. Minha fala não tem modulação e as dos outros ficaram metálicas e sem entonação. Conheci um cara e ele falava como uma página do jornal Valor Econômico, se é que me entendem, ele não falava assim, mas contava coisas a respeito de si e para mim era como se eu estivesse a ler a cotação das moedas estrangeiras, não tinha emoção. Então eu vou me tornar um robô, os remédios tratam a minha depressão retirando as emoções. Parece adequado. Adequado, entendeu a deixa, adequado. Não é legal, ruim, nojento ou odioso, mas conveniente e adequado. Mas será que eu não ia preferir viver um vida intensa de emoções e morrer aos 40 do que viver uma vida adequada até os 120? Isso me remete à eutanásia, quando pensava em suicídio antes eu comparava à eutanásia, abreviação da dor de um paciente. Naquela época a dor era muito grande... Hoje eu não sinto realmente nada. Socorro eu não estou sentindo nada...

Precisei de Deus hoje.

E acho que talvez, provavelmente ele me atendeu. Estava muito cansada de tomar medicamentos, de ansiedade, de falar alto com as pessoas. Então, após ser acudida por desconhecidos, que me serviram água, voltei para casa e fiquei arrependida de ter dito a eles que havia ficado internada após tentar me matar afinal ninguém tem nada a ver com isso (eu acho). Fiquei aqui chorando e com vergonha. Tomei um antiansiedade e pedi a Deus que me levasse para ser tratada no hospital espiritual do Dr. Bezerra de Menezas. Pedi, mas depois, pensei que eu era capaz de ir lá sozinha. Antes de dormir, fiquei mentalizando que seria atendida naquele hospital, mas duvidei se eu tinha "bônus-hora" suficiente. Bônus-hora é um capital espiritual. Me sinto pouca coisa melhorzinha hoje, podem ser as horas de sono ou o tratamento espiritual, só me lembro de espiritualmente presenciar um trem sendo levado por águas sujas. Um carro também, especificamente um fusca branco. As pessoas que estavam na calçad…

Bemvindo ao mundo do antipsicótico...

Ou... poderíamos dizer assim: "sossega-leão"? Não é ético e nunca foi, mas todos já brincamos em dizer: "Acho que vou tomar um sossega-leão." ou "Acho que você está precisando de um sossega-leão, hein?". Para mim isso não é mais engraçado, já foi, num dia que passou há muito tempo, tudo era cor-de-rosa, todos eram fontes de gozações, menos eu. Para um adolescente, a dor dos outros é tão grotesca e ridícula, aliás, a dor em si é tão...paradoxal. Porque Deus permite que a dor adentre os lares das pessoas? Uns experimentam seus lares desmoronarem encosta abaixo, outros assistem, estupefatos, seus entes queridos engrossarem estatísticas de acidentes fatais em circunstâncias estranhas, e uns poucos vemos nossas emoções turvando a razão causando consequências ridículas causados por diversos males mentais. Mas os que não forem contemplados na frase anterior não se preocupem: cada um tem seu quinhãozinho de dor, está parecendo que no quesito sofrimento Deus lemb…

Datas e crises superadas...

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Natal, Ano Novo, aniversário de casamento desfeito, tudo junto passando, acabou. Num segundo mágico eu saio de um pesadelo, levantando, escovando os dentes, arrumando a sala, com um sorriso na face e, como não houvesse chorado, gritado, brinquei com Marido prazerosamente. A casa mudou de cor. Consigo, surpreendentemente, fazer um montão de coisas! Um vídeo, um ikebana, um texto! Eu existo afinal! Mas que coisa estranha é essa doença bipolar, agora, ainda, com um pouquinho de perigo! Perigo com os impulsos... de consumir e de poder... Me sinto capaz de dominar o mundo, HUAAAAAAH! Sugeriram que eu escrevesse um livro, "Convivendo com o transtorno bipolar", mas entretanto, dizem que uma médica já o fez. Minha auto estima disse que não, não consigo. Estou no FUTURO!!! Referências cinematográficas e literárias ao ano de 2010 não faltam, eu esperei tanto pelo ano 2000, mas ainda nao estava do jeito que eu queria que fosse, eu queria carros voando, como naquele filme, "O quint…